Este Blog insere-se na disciplina de Área de Projecto, e tem como objectivo divulgar as actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo. Somos alunos da Escola Secundária de Seia e pretendemos alertar a população para a necessidade de as cidades se tornarem mais amigas do ambiente.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estudo Empírico: Conclusões (parte III)

Depois de efectuada a análise de todas as questões colocadas aos inquiridos pelo nosso grupo, é possível retirar algumas conclusões:

- A população residente no concelho de Seia não se encontra devidamente informada sobre este tema, uma vez que uma boa parte da mesma erra questões de dificuldade baixa; ainda referente a este ponto, são as mulheres que possuem um maior nível de conhecimentos sobre este tema;

- No que diz respeito a idades, ao contrário do expectável, não são os mais jovens os que possuem um melhor nível de conhecimentos, mas as pessoas entre os 20 e os 40 anos de idade;

- A maioria dos inquiridos acha que o investimento em Portugal nesta área não é suficiente para tornar o país energeticamente sustentável e independente;

- Os idosos são de entre a população os menos informados sobre este tema;

- A esmagadora maioria da população rejeita o investimento na energia nuclear em Portugal, considerando que esta provoca riscos muito elevados de variada ordem;

- Os transportes colectivos não são, na opinião da maioria dos inquiridos, eficientes nem servem como alternativa à utilização do automóvel; para isso contribuem “os horários desadequados”... aliados a uma rede viária que, analisando globalmente a opinião dos inquiridos, recebe uma nota “medíocre”.


Com estas conclusões conseguimos, no derradeiro período lectivo, chegar à fala com o presidente da Câmara Municipal de Seia, de modo a confrontá-lo com as ideias retiradas deste estudo, mas também para falar de novos investimentos e fontes energéticas. Esperamos brevemente publicar neste espaço as mais importantes passagens dessa entrevista.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estudo Empírico: Resultados (parte II)

Questão 36


A questão 36 considera-se a mais importante de entre as por nós elaboradas para o inquérito da turma, já que trata de problemáticas que visam o interesse dos residentes no conselho. Esta questão é composta por quatro alíneas (afirmações), todas elas de resposta fechada em formato de escala (desde “Concordo Muito” até “Não Concordo”).

a) Os transportes colectivos, no nosso concelho, são suficientemente sustentáveis e eficientes.


b) Os horários dos transportes públicos favorecem a sua utilização.



c) “A rede viária do concelho de Seia está em bom estado.”



d) “As autoridades municipais têm dado atenção a este assunto.”


Assim sendo, após a observação dos dados obtidos, os dados não são nada animadores: é fácil concluir que a grande maioria das pessoas está algo insatisfeita com a rede de transportes colectivos do nosso concelho (três quartos dos inquiridos) e com a respectiva rede viária (70%). Importante é referir também que grande parte dos inquiridos está de igual forma descontente com o fraco empenhamento das autoridades na resposta aos mais diversos problemas no que diz respeito aos transportes colectivos.

Questão 37

A questão 37 estava relacionada com um tema bastante badalado nos meses anteriores, no nosso país, devido aos receios de uma crise energética e, sobre tudo, económica: a energia nuclear. «Sendo Portugal um país possuidor de grandes reservas de urânio, concorda com a construção de uma Central Nuclear no nosso país?» Os resultados foram os seguintes:

A grande maioria das pessoas inquiridas é contra a instalação de centrais nucleares no nosso país, destacando-se esta opção com larga margem perante a opção afirmativa. Destaque-se também o elevado número de indecisos sobre esta questão, surpreendentemente maior que o número de apoiantes do “sim”, que apenas recolhe um maior número de respostas nas camadas mais jovens. De qualquer das formas, é caso para dizer que a população do nosso concelho, à semelhança do que acontece com a generalidade da população portuguesa, parece ainda encarar a energia nuclear como uma “ameaça destruidora” ou um “bicho papão”…


Questão 38

Ainda no seguimento da pergunta anteriormente colocada, questionámos na questão 38 os inquiridos acerca dos riscos que uma central nuclear pode acarretar. Esta questão estava dividida em “Riscos ambientais” e em “Riscos para a saúde”. Como será de esperar, os resultados não foram muito diferentes...


Fazendo uma breve análise aos resultados, é notório que a grande maioria dos inquiridos responde negativamente tanto numa alínea como na outra, afirmando na generalidade que a possível construção de uma central nuclear acarreta riscos “Muito Elevados”, tanto para a saúde das pessoas como para o ambiente. As opiniões dos inquiridos são ainda mais negativas quando relativas à saúde do que em relação ao ambiente (81,6% respondem “Elevados” ou “Muito Elevados” relativamente à saúde, contra 78% relativamente ao ambiente), mas nos dois casos os resultados apresentam um “não” redondo a esta forma de energia.

(continua...)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Estudo Empírico: Resultados (parte I)

"Ficha Técnica"

O inquérito realizado pela turma 12º C da Escola Secundária de Seia foi realizado no âmbito do trabalho de projecto desenvolvido na disciplina de AP e distribuído a uma amostra de 280 pessoas (52% pertencentes ao sexo masculino e 48% ao sexo feminino), todas elas residentes no concelho de Seia e com idade superior a 13 anos, entre os dias 5 e 16 de Março de 2009. O inquérito foi composto por três partes: uma de identificação, outra de conhecimentos e outra de opinião, num total de 39 questões.

Extracto digital do inquérito da turma.

Distribuição da amostra segundo a variável Género.

O nosso grupo elaborou e analisou seis questões do total do inquérito, uma das quais pertencente à aplicação de conhecimentos (questão 19), sendo as restantes pertencentes ao grupo de “Opiniões e comportamentos” (questões 32, 35, 36, 37 e 38). A divulgação dos resultados será realizada em duas partes.

Questão 19

Esta questão foi constituída por seis alíneas relacionadas com os temas “sustentabilidade energética” e “energia nuclear”– cada uma das alíneas era constituída por uma afirmação que os inquiridos deveriam considerar como verdadeira ou falsa.

NOTA: nas tabelas referentes à questão 19 a percentagem relativa à opção correcta aparece a verde, enquanto que a percentagem relativa à opção errada aparece a vermelho.


a) “A energia nuclear é uma energia limpa, barata e de fácil aproveitamento.”
Resposta correcta: Falso


b) “A radiação proveniente de um desastre nuclear é prejudicial à vida humana."

Resposta correcta: Verdadeiro


c) “Sustentabilidade energética é um conceito directamente relacionado com o uso desregrado da energia.”
Resposta correcta: Falso


d) “Uma das desvantagens da energia nuclear é a existência de reservas reduzidas de urânio.”
Resposta correcta: Falso


e) “O termo «sustentabilidade energética» está estritamente relacionado com o sector energético e ambiental, não podendo ser interligado com qualquer outra área.”
Resposta correcta: Falso


f) “Uma gestão sustentada dos recursos é possível mantendo a situação actual em termos de utilização de energia.”
Resposta correcta: Falso


A ordem correcta seria então Falso – Verdadeiro – Falso – Falso – Falso – Falso.

Analisando sinteticamente os resultados obtidos podemos concluir que em todas as alíneas a opção correcta é a mais seleccionada. A alínea b) é aquela onde foi dado um maior número de respostas correctas (86,3% dos inquiridos que responderam a esta alínea escolheram a opção “Verdadeiro”); em sentido contrário, as alíneas onde a discrepância entre a resposta correcta e a errada é menor são a c) e a d) (apenas 55,1% e 57,7% de respostas correctas, respectivamente). A alínea onde houve um maior número de “respostas em branco” foi a alínea c), em que 8,6% dos inquiridos não responderam, contrastando com a alínea anterior onde a percentagem de inquiridos que não respondeu se cifrou apenas nos 2,1%.

Seguidamente, passaremos a analisar as questões referentes ao grupo “Opiniões e comportamentos”.

Questão 32

Questão de resposta fechada, cujas únicas opções eram "Sim", "Não" ou "Não Sei". A pergunta era a seguinte: “Na sua opinião, acha que em Portugal se estão a desenvolver as medidas necessárias para tornar o nosso país energeticamente sustentável e independente?”
Resultado da questão 32.

Como se pode observar no gráfico acima representado, o parâmetro “Não” é escolhido por 45,6% dos inquiridos, superando o “Sim” com 30,7%, revelando assim que grande parte dos inquiridos considera que em Portugal não se estão a tomar as medidas necessárias para tornar o país mais sustentável. Ainda nesta mesma questão 23,7% dos inquiridos escolheu a opção “Não sei” revelando a sua indecisão sobre este assunto.

Questão 35

Esta questão foi dividida em quatro alíneas, quatro passos para tornar mais sustentável o dia-a-dia das pessoas. Consoante a sua disponibilidade, os inquiridos deveriam responder “Sim”, “Talvez” ou “Não”.

NOTA: nas tabelas referentes à questão 35 a percentagem relativa à opção “Sim” aparece a verde, a percentagem relativa à opção “Talvez” aparece a laranja e a percentagem relativa à opção “Não” aparece a vermelho.

a) “Adquirir uma viatura híbrida, mais amiga do ambiente.”


b) “No caso de possuir uma viatura, praticar uma condução sustentável.”


c) “Instalar novos sistemas energéticos em casa.”


d) “Passar a utilizar os transportes colectivos para se deslocar ao trabalho.”


Passando em revista os resultados das quatro alíneas, dá para perceber que o passo que os inquiridos mais estão disponíveis para dar é o correspondente à alínea b), “praticar uma condução sustentável”: 57,3% dos inquiridos responde “sim”, talvez por ser esta a acção mais fácil de concretizar. Uma boa parte dos inquiridos é também favorável à instalação de novos sistemas energéticos, mais sustentáveis: 40,8% respondem “sim” e 39,3% respondem “talvez”.

Nas restantes alíneas nota-se uma maior reticência: na alínea a), 49,1% dos inquiridos responde “talvez”, percentagem bem maior que as de respostas nas opções “sim” e “não”. Já a acção “utilizar os transportes colectivos para se deslocar ao trabalho” é aquela em que menos os inquiridos se disponibilizam, o que se torna compreensível tendo em conta a situação do nosso concelho no que toca à rede de transportes colectivos (esse aspecto será mencionado na parte II da divulgação dos resultados): 36,2% dos inquiridos responde “não”, enquanto que apenas 29,6% dizem estar disponíveis para utilizar o transporte público, claramente a menor percentagem favorável de entre as quatro alíneas.

Infelizmente, nem sempre as respostas obtidas reflectem realmente o estado de espírito da generalidade das pessoas, uma vez que é mais fácil dizer que fazer: muitas vezes, apesar de se dizerem disponíveis, muitas pessoas não tomam essas atitudes em conta e continuam a praticar o mesmo modo de vida desregrado… :(

(Continua…)

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